Astrofísica Brasileira na China: "Vivemos Era de Ouro na Astronomia"

NOTÍCIA – Em 2021, o mundo assiste à atuação de Estados Unidos da América, República Popular da China e Emirados Árabes Unidos em missões simultâneas em Marte, sendo que os dois primeiros países contam com robôs em solo extraterrestre. Além dessas nações, até hoje, apenas a Índia, a antiga União Soviética e a Europa enviaram missões ao planeta vermelho. Segundo Larissa Santos, pesquisadora e professora no Centro de Gravitação e Cosmologia da Universidade de Yangzhou, o momento atual pode ser considerado uma "era de ouro dos experimentos astronômicos". Ela ressalta a a bem-sucedida missão chinesa, a Tianwen-1, que entrou em órbita em fevereiro e pousou, com sucesso, o rover Zhurong, em 14 de maio – a China é o segundo país a pousar um robô com sucesso em Marte. Fonte: Agência Brasil.

 

COMENTÁRIO – A astrofísica e cosmóloga brasiliense foi selecionada, há seis anos, para atuar na Universidade de Ciência e Tecnologia da China, após se formar em Física pela Universidade de Brasília (UnB) e passar por especializações no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em São Paulo, e na Universidade de Roma, na Itália. Santos faz parte, ainda, de outros projetos, incluindo aquele do telescópio Ali, em construção pela China no Himalaia, e aquele que envolve um dos maiores mistérios da cosmologia moderna: a energia escura, que corresponde a 70% do universo. Ela é objeto de pesquisa do Bingo (da sigla em inglês para Baryon Acoustic Oscilations in Neutral Gas Observations), uma espécie de observatório que tem parceria do Brasil, do Reino Unido, da Suíça, do Uruguai, da França, da África do Sul e da China, país que a pesquisadora representa. Fonte: Idem.